CENTRO EDUCACIONAL E ASSISTENCIAL DE PEDREIRA











































HISTÓRIA DO CEAP

Fundado em 1985 pela OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais), o CEAP é um projeto que nasceu de um ideal de diversos profissionais e estudantes, preocupados em organizar um trabalho social sério na Zona Sul de São Paulo. Após um profundo estudo da situação e das suas necessidades, verificou-se que, no bairro de Pedreira, a 30 km do centro da Capital, rapazes de 10 a 18 anos encontravam-se em uma situação de maior risco social, expostos a drogas, marginalidade e criminalidade.

A região, com população estimada em um milhão de habitantes, é formada essencialmente por migran-
tes. Este cenário, no qual predominam as favelas, não estava suficientemente apto a atender a demanda por educação, ou seja, não podia proporcionar aos seus jovens moradores um futuro profissional promis-
sor.

Por esses motivos, decidiu-se implementar uma escola técnica para rapazes carentes que dispusesse de tudo o que uma escola de “primeira linha” pode oferecer. Além disso, contando com um diferencial inova-
dor: um método personalizado, através do qual cada aluno conta com um professor-preceptor especial-
mente preparado, que o acompanha ao longo de todo o curso e que procura formá-lo como um cidadão responsável.

A Pedreira – como é carinhosamente conhecida – tem atualmente capacidade para 500 alunos e conta com aproximadamente 5.000 m² de área construída, distribuídos em um terreno de 23.000 m². Oferece cursos básicos de Eletricidade Residencial e Industrial, Auxiliar de Informática e Informática Aplicada, e cursos técnicos de Administração, Telemática e Telecomunicações, com duração de um a dois anos. A seleção dos alunos é feita por meio de uma prova de conhecimentos gerais e de uma entrevista. Conforme o curso escolhido, a relação candidato / vaga chega a 20.

Para potencializar esse processo educacional, os pais também se comprometem a participar ativamente de reuniões e de cursos de orientação familiar. Desse modo, acompanham permanentemente o desem-
penho de seus filhos.

A admiração da população local pela escola é muito grande e reflete-se no carinho que demonstra na sua conservação: praticamente não há pichações, invasões ou depredações em suas dependências, nem mesmo inscrições ou rabiscos são encontrados nas carteiras, portas e banheiros. Também há uma grande conscientização no cuidado dos equipamentos. Quanto à motivação pelo estudo, uma atitude comum dos alunos resume esse espírito: os estudantes indisciplinados são rejeitados pelos seus próprios companheiros.

Muitos dos alunos tornam-se, em suas famílias, a principal fonte de renda, o que constitui um impacto social relevante. Além disso, deixam a escola com a clara consciência da necessidade de estudar com afinco e dedicação. Com essa mentalidade, é comum que muitos dos alunos da Pedreira cheguem ao nível universitário, uma meta quase que inimaginável no início de seus estudos, em virtude de suas difíceis condições de vida.

Em atitude de retribuição pela formação recebida, vários dos antigos alunos retornam à escola, buscando servir segundo suas próprias possibilidades: alguns tornam-se professores, outros preparam aulas para os estudantes pré-vestibulares e outros chegam até mesmo a contribuir financeiramente, de forma a viabilizar a contínua expansão do espaço físico e manutenção das atividades, propiciando às futuras gerações o acesso a um ensino gratuito e altamente qualificado.